Pretofagia: um ensaio-cena em 4 atos, Yhuri Cruz (2019 | Editado em 2020)

“E em meio à desordem de uma cena recusada que resultou em uma série de corpos perdidos, ancestrais vagantes, iluminados por uma centelha que incendeia cada vez mais forte e ilumina: o espaço-escuro, o precipício, seu corpo novo e esvaziado e todos os que te compunham antes de sua implosão. Em meio a isso tudo você começa a se mover como se alguém te chamasse. Alguém do núcleo saudável, vivo, preto. Todas as suas bocas escancaradas de fome, e você encontra você… Sua voz te diz: – Ei, eu sou você. Me coma, preto.” (Yhuri Cruz, 2019)

A publicação “Pretofagia: um ensaio-cena em 4 atos” está à venda. Adquira em: www.bancacarrocinha.com (loja online da editora) ou yhuricruzart@gmail.com (diretamente com o autor).

Poesia Fugitiva, Yhuri Cruz (2020)

No começo, ela fica imóvel, quase-morta no indicador. Paralisada. Uma serpente atroz, atenta, dias em transe esperando o momento onde meu corpo é só carne latente e anuviada, pra palavra-fugitiva picar implacável seu código, que é um tipo de boca memorial que existe em cada fuga e em cada morte e em cada linguagem, até que esse código adormeça entre os dedos se apossando de minha mão, esse membro que é o próprio pulmão para a escrita.” (Yhuri Cruz, 2020)

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Monumento-documento à presença, Yhuri Cruz (2018)

“Em vista aos resultados e os questionamentos da pesquisa listados acima, eu Yhuri Cruz, na minha posição de artista negrx lgbt do subúrbio do Rio de Janeiro, em processo constante de compreender minhas vulnerabilidades e privilégios dentro e fora do meu tempo e território, proponho como meu projeto final do Curso de formação e deformação 2018 – Qualquer direção fora do centro – organizado por Ulisses Carrilho e Keyna Eleison, realizado na gestão de Fábio Szwarcwald, um MONUMENTO À PRESENÇA, que se dará na forma de um documento/acordo, assinado e carimbado, reconhecido por testemunhas” (Yhuri Cruz, 2018)

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Nenhuma direção a não ser ao centro, Yhuri Cruz (2018)

” Eu tiro uma lança do meu próprio chão e com ela cravo meu centro – leia-se aqui a margem, o subúrbio, a periferia. Na margem, eu estabeleço meu ponto de equilíbrio. E segurando a arma que à mim foi arremessada, revido. Contra-ataco.” (Yhuri Cruz, 2018)

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